TERCEIRIZAÇÃO DE DEPTO. JURÍDICO



Nós da S Zveiter Advocacia, possuímos diversos moldes de terceirização de departamento jurídico, cada um específico para um tipo de empresa e/ou negócio, com valores bem acessíveis.

 
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Jurídicos terceirizados são 93% - Mercado - Empresas escolhem bancas de advocacia pelos profissionais e não pela marca.

  Desde a década de 90 os departamentos jurídicos das grandes empresas vêm sendo reduzidos sistematicamente. Apesar do crescimento constante das demandas judiciais, elas têm preferido apostar na terceirização dos serviços a escritórios de advocacia, especialmente no que se refere ao contencioso. Nas questões estratégicas, as companhias optam, em geral, por trabalhar internamente, terceirizando algumas funções a poucas bancas de advocacia. Quase todas elas são fiéis aos escritórios escolhidos, mas admitem "seguir" os advogados que as atendem quando eles migram de uma banca para outra. E a chamada "marca" do escritório conta menos na hora de escolher o parceiro do que o conhecimento e a qualidade individual de seus profissionais.

O consenso em torno dessas questões é resultado de um encontro que reuniu ontem em São Paulo 20 diretores e gerentes jurídicos de empresas como IBM, Companhia Vale do Rio Doce e Unilever. Elas foram convidadas pelo escritório Barretto, Ferreira, Kujawski, Brancher e Gonçalves Sociedade de Advogados e pela multinacional Lexis-Nexis Martindale-Hubbell, especializada em consultoria para escritórios de advocacia, para discutir as melhores práticas de gerenciamento dos departamentos jurídicos.

As empresas confirmaram os resultados de uma pesquisa em desenvolvimento pela assessoria da Martindale no Brasil, a exemplo do que já é feito pela consultoria na Europa. De acordo com os dados preliminares do estudo, realizado a partir de questionários enviados às 500 maiores empresas do país, 93% delas utilizam serviços de escritórios de advocacia, sendo que dessas 33% trabalham com até cinco bancas e 29% atuam em conjunto com cinco a dez delas.

De acordo com a consultora Anna Luiza Boranga, em geral as empresas preferem trabalhar com escritórios de menor porte e com atendimento personalizado, buscam bancas regionais para os serviços locais e, ao escolherem seus parceiros, primam pela organização e administração interna. "No Brasil a pessoa do advogado é muito importante, a marca do escritório não tem tanto peso", afirma.

Segundo Alessandra Del Debbio, diretora da Nokia do Brasil que coordena a área jurídica da divisão comercial da empresa, a escolha dos escritórios obedece tanto a critérios de estrutura quanto de similaridade de valores. "Não necessariamente são as maiores bancas, a escolha é baseada na qualificação das pessoas", diz. A divisão tem um jurídico de apenas três advogadas e um total de cinco bancas que administram um contencioso de 2.000 processos.

O consultor geral jurídico da Companhia Vale do Rio Doce, Pedro Aguiar de Freitas, confirma a forma de escolha dos parceiros. "Em geral ocorre pela especialidade, mas mais dos indivíduos do que da marca", afirma. A empresa, embora tenha 70 advogados em seu departamento jurídico, conta com um número expressivo de escritórios estrangeiros, nacionais e locais atuando em suas demandas. São cerca de oito bancas fora do país, dez nacionais para a área corporativa e inúmeras outras locais, espalhadas pelo país. Somente no Estado do Pará são quatro.

Na Unilever, são 18 advogados dentro da empresa e 50 bancas atuando para a empresa em todas as áreas, com exceção da parte societária, feita pelos profissionais que atuam internamente. Por contar com um número grande de escritórios, a empresa acaba gerando uma redução no número de bancas disponíveis para atender empresas do mesmo ramo. Isso porque, ao fechar com um cliente, o escritório fica impedido de atender outras empresas do setor, ainda que em área diversa. "Este não é um objetivo da terceirização, mas um reflexo dela", diz Newman Debs, gerente do departamento jurídico da Univeler Brasil.

 

Fonte: O Valor Econômico - Cristine Prestes - De São Paulo